quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Simples assim!


Ao escrever estas linhas sobre a apostolicidade da Igreja, ou melhor, a maneira como nós recebemos a mensagem de cristo, parto motivado por uma afirmação que li recentemente dizendo que a Igreja Católica fora fundada por Constantino, imperador do Imperio Romano, por volta do ano 313.
Isso me intrigou tanto e fez refletir sobre. Consultando os anais da história desse período, me deparei com a informação: Constantino assinou um decreto que autorizava os cristãos de prestarem seu culto a Cristo, de onde provém o nome característico. A reflexão foi: autorizar não é o mesmo que fundar, visto que se autoriza a praticar algo que já existia. Por exemplo, se permite aos trabalhadores de uma empresa tomarem o café as 15hr, porém o ato de tomar o café já demonstra sua necessidade ou existência. Em outras palavras, é necessário tomar café para alimentar o corpo, trabalhar melhor, mas esse ato já existia, foi apenas uma convenção ser às 15.
A liceidade implica, necessariamente, a existência prévia. Daí incorrer que tenha fundado uma igreja, seria mentira de mais, pois onde estão os testemunhos petrinos e paulinos da igreja, e as cartas de João?
Porém, mesmo que aceitasse a hipótese de que a Santa Igreja tivesse sido fundada por Constantino, eu ainda assim seria católico, porque a liceidade do império em relação ao culto se deu em 313, o que implica dizer ter passado dois séculos da morte de cristo e dos apóstolos diretos e ouvintes do Senhor. Como na brincadeira comum do telefone sem fio, o que está mais próximo do princípio-fonte tem mais oportunidade de saber o que realmente se disse, sem perda de sentido ou valor, assim Constantino deve ter ouvido dos primeiros seguidores e tão próximo quanto se ouvisse de próprio Cristo a mensagem de salvação. Melhor acreditar nisso que nos remeter a 1517 anos de pregação da Igreja em Lutero, 1970 até nascer Edir Macedo e outros de sua corja, influenciados pela mentalidade capitalista e lucrativa da graça.
Ainda assim, prefiro ser da Igreja que Constantino autorizou, que se perder na barca furada de calhordas inescrupulosos que brincam de deuses e se fazem passar por ovelhas e enganadores.
Amo a Cristo! Amo a Igreja que Ele fundou! Amo Maria e não troco minha fé por outra fé.

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