Ao escrever estas linhas sobre a apostolicidade da Igreja, ou melhor, a
maneira como nós recebemos a mensagem de cristo, parto motivado por uma
afirmação que li recentemente dizendo que a Igreja Católica fora fundada por
Constantino, imperador do Imperio Romano, por volta do ano 313.
Isso me intrigou tanto e fez refletir sobre. Consultando os anais da
história desse período, me deparei com a informação: Constantino assinou um
decreto que autorizava os cristãos de prestarem seu culto a Cristo, de onde
provém o nome característico. A reflexão foi: autorizar não é o mesmo que
fundar, visto que se autoriza a praticar algo que já existia. Por exemplo, se
permite aos trabalhadores de uma empresa tomarem o café as 15hr, porém o ato de
tomar o café já demonstra sua necessidade ou existência. Em outras palavras, é
necessário tomar café para alimentar o corpo, trabalhar melhor, mas esse ato já
existia, foi apenas uma convenção ser às 15.
A liceidade implica, necessariamente, a existência prévia. Daí incorrer
que tenha fundado uma igreja, seria mentira de mais, pois onde estão os
testemunhos petrinos e paulinos da igreja, e as cartas de João?
Porém, mesmo que aceitasse a hipótese de que a Santa Igreja tivesse sido
fundada por Constantino, eu ainda assim seria católico, porque a liceidade do
império em relação ao culto se deu em 313, o que implica dizer ter passado dois
séculos da morte de cristo e dos apóstolos diretos e ouvintes do Senhor. Como
na brincadeira comum do telefone sem fio, o que está mais próximo do princípio-fonte
tem mais oportunidade de saber o que realmente se disse, sem perda de sentido
ou valor, assim Constantino deve ter ouvido dos primeiros seguidores e tão
próximo quanto se ouvisse de próprio Cristo a mensagem de salvação. Melhor
acreditar nisso que nos remeter a 1517 anos de pregação da Igreja em Lutero,
1970 até nascer Edir Macedo e outros de sua corja, influenciados pela
mentalidade capitalista e lucrativa da graça.
Ainda assim, prefiro ser da Igreja que Constantino autorizou, que se
perder na barca furada de calhordas inescrupulosos que brincam de deuses e se
fazem passar por ovelhas e enganadores.
Amo a Cristo! Amo a Igreja que Ele fundou! Amo Maria e não troco minha fé
por outra fé.
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