15 de maio. Ouço ‘Janta’,
de Camelo e Mallu.
Esses dias passados
tenho pensado numa coisa simples, e que demorei tanto pra sentir: as mais belas descobertas ocorrem quando as mesmas
coisas são vistas com um novo olhar.
E me
parei por um momento. Sabe que é melhor ter alguém pra compartilhar um momento,
um segundo, uma vida. Deus. Quanto tempo.
Coisas
boas. Bons momentos. Caberá ao nosso amor o eterno não dá.
Bom.
Sei que é de todo um retrocesso. Concertar é preciso, para consertar. Ouvir
essa música me faz consertar um espaço mancebo em meu cardo.
Dias
em que se pensa, se sente, se constrói. E se vão. Mil vidas, dar-te-ia com
mesóclise. Ando em frente por sentir saudade.
Chega
de insistir. No fim, o que resta é a eternidade.
Foi-se,
fluido, flagrado. Ferida. Fracasso. Fraterno. Flanco flagelo que aflige a
bruma. Entende? Nem eu. Só sei que sinto, e o que sinto reflete-se no que
quero: te roubar. Deus. Quanto Deus puder. Vem. Fica. Espero que a inutilidade,
embora em tempos que são necessárias, me faça ver que mesmo não sendo útil, no
fim de tudo se possa dizer: mesmo não prestando pra nada, não saberia ter
vivido sem.
Boa
noite
Rafael