quinta-feira, 15 de maio de 2014

15 de maio. Ouço ‘Janta’, de Camelo e Mallu.
Esses dias passados tenho pensado numa coisa simples, e que demorei tanto pra sentir: as mais belas descobertas ocorrem quando as mesmas coisas são vistas com um novo olhar.
E me parei por um momento. Sabe que é melhor ter alguém pra compartilhar um momento, um segundo, uma vida. Deus. Quanto tempo.
Coisas boas. Bons momentos. Caberá ao nosso amor o eterno não dá.
Bom. Sei que é de todo um retrocesso. Concertar é preciso, para consertar. Ouvir essa música me faz consertar um espaço mancebo em meu cardo.
Dias em que se pensa, se sente, se constrói. E se vão. Mil vidas, dar-te-ia com mesóclise. Ando em frente por sentir saudade.
Chega de insistir. No fim, o que resta é a eternidade.
Foi-se, fluido, flagrado. Ferida. Fracasso. Fraterno. Flanco flagelo que aflige a bruma. Entende? Nem eu. Só sei que sinto, e o que sinto reflete-se no que quero: te roubar. Deus. Quanto Deus puder. Vem. Fica. Espero que a inutilidade, embora em tempos que são necessárias, me faça ver que mesmo não sendo útil, no fim de tudo se possa dizer: mesmo não prestando pra nada, não saberia ter vivido sem.

Boa noite


Rafael

terça-feira, 8 de outubro de 2013

e a vida segue.

22:46. Ouço 'Segredos', Frejat (mais uma vez). Penso que essa música me desperta sentimentos bons. E estou aqui para dizer um pouco sobre isso: os sentimentos.
Parecem ser uma confusão, mas não. Hoje tenho organizado alguns e outros ainda tento domar as rédias. Muitas coisas mudaram de uns tempos para cá. Algumas para bem, outras nem tanto. Mas ainda assim "a vida vai devagar";
Estou bem, como pensei que não estivesse. Porém, me questiono: até quando, meu Deus? Até quando será desse modo? A resposta, enfim, não sei. Aliás, não ando buscando respostas ultimamente, me interessam mais as perguntas, fase fulcral.
Na vida aprendi uma coisa, dentre tantos: o que hoje era, amanhã pode não ser mais.
Hoje pode ser segunda-feira, amanhã terça, mas ainda assim insistimos em ser nós mesmo. Insistimos em andar como somos, persistimos num sentimento, na escolha definitiva (em nem tanto) da efemeridade do outro.
Usado. Já se sentiu assim? Pois é, usado. Parece que até o tempo nos usa para passar mais depressa. Ou menos. O amor nos usa para estragar tudo, entretanto reabre para uma busca: "que seja bom para mim".
O 'mim' é sujeito que chora ou faz chorar?
Não esqueçamos do restante: vou procurar!
Para quem não sabe onde quer ir, qualquer lugar basta.

Boa noite

Rafael

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Simples assim!


Ao escrever estas linhas sobre a apostolicidade da Igreja, ou melhor, a maneira como nós recebemos a mensagem de cristo, parto motivado por uma afirmação que li recentemente dizendo que a Igreja Católica fora fundada por Constantino, imperador do Imperio Romano, por volta do ano 313.
Isso me intrigou tanto e fez refletir sobre. Consultando os anais da história desse período, me deparei com a informação: Constantino assinou um decreto que autorizava os cristãos de prestarem seu culto a Cristo, de onde provém o nome característico. A reflexão foi: autorizar não é o mesmo que fundar, visto que se autoriza a praticar algo que já existia. Por exemplo, se permite aos trabalhadores de uma empresa tomarem o café as 15hr, porém o ato de tomar o café já demonstra sua necessidade ou existência. Em outras palavras, é necessário tomar café para alimentar o corpo, trabalhar melhor, mas esse ato já existia, foi apenas uma convenção ser às 15.
A liceidade implica, necessariamente, a existência prévia. Daí incorrer que tenha fundado uma igreja, seria mentira de mais, pois onde estão os testemunhos petrinos e paulinos da igreja, e as cartas de João?
Porém, mesmo que aceitasse a hipótese de que a Santa Igreja tivesse sido fundada por Constantino, eu ainda assim seria católico, porque a liceidade do império em relação ao culto se deu em 313, o que implica dizer ter passado dois séculos da morte de cristo e dos apóstolos diretos e ouvintes do Senhor. Como na brincadeira comum do telefone sem fio, o que está mais próximo do princípio-fonte tem mais oportunidade de saber o que realmente se disse, sem perda de sentido ou valor, assim Constantino deve ter ouvido dos primeiros seguidores e tão próximo quanto se ouvisse de próprio Cristo a mensagem de salvação. Melhor acreditar nisso que nos remeter a 1517 anos de pregação da Igreja em Lutero, 1970 até nascer Edir Macedo e outros de sua corja, influenciados pela mentalidade capitalista e lucrativa da graça.
Ainda assim, prefiro ser da Igreja que Constantino autorizou, que se perder na barca furada de calhordas inescrupulosos que brincam de deuses e se fazem passar por ovelhas e enganadores.
Amo a Cristo! Amo a Igreja que Ele fundou! Amo Maria e não troco minha fé por outra fé.

domingo, 10 de abril de 2011

A posteriori

Um esposo foi visitar um sábio conselheiro e disse-lhe que já não amava sua esposa e que pensava em separar-se. O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhes apenas uma palavra:
* Ame-a. E calou-se.
* Mas, já não sinto nada por ela!
* Ame-a, disse-lhe novamente o sábio.

E diante do desconcerto do homem, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte:

Amar é uma decisão, não um sentimento;
Amar é dedicação e entrega.
Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor.
O amor é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide.
Esteja preparado porque haverão pragas, secas ou excessos de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim.
Ame seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê afeto e ternura, admire e compreenda-o. Ame!

A vida sem amor...:
* A inteligência sem amor, te faz perverso.
* A justiça sem amor, te faz implacável.
* A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
* O êxito sem amor, te faz arrogante.
* A riqueza sem amor, te faz avaro.
* A docilidade sem amor te faz servil.
* A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
* A beleza sem amor, te faz ridículo.
* A autoridade sem amor, te faz tirano.
* O trabalho sem amor, te faz escravo.
* A simplicidade sem amor, te deprecia.
* A oração sem amor, te faz introvertido.
* A lei sem amor, te escraviza.
* A política sem amor, te deixa egoísta.
* A fé sem amor te deixa fanático.
* A cruz sem amor se converte em tortura.
* A vida sem amor... não tem sentido

Somente Deus transforma água em vinho, eu sou humano. Só posso oferecer água. Minha natureza é humana, não divina. Só tenho essa carcaça a oferecer. Quanto a você, que dó. E isso é um sentimento. Quer cobrar tanto dos outros, mas só olha seu próprio umbigo que pensa ser a medida do mundo e exige que os outros sejam iguais a ti. Isso é amor?? Me deculpa, caro. Você não sabe o que é amor, nem tampouco experimentou. Aliás, chega de tolices. Vamos crescer, né. Cada qual em seus quais. Antes só que mal acompanhado.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

humano

Nada do que é humano me é estranho. De repente, o que era amor se transforma em ódio. Como a vida é marca por desilusões. Você acorda bem e recebe uma notícia e pronto, seu dia desmorona. Uma palavra grotesca, um olhar torto já te fazem desmoronar por horas a fio. Mas evoco pra reflexão a desilusão que pode causar um ser humano. Claro que sei que somos humanos e, no fim, podemos errar. Mas persistir em erros é repletamento contrário a qualquer tipo de lógica ou humanismo. Fiquei muito triste hoje! Lembro do meu amigo Celso que dizia: espere sempre o pior das pessoas pra não se decepcionar depois. No momento que ele me disse não me dei conta do que queria dizer, mas depois compreendi o significado: é melhor ter a alegria de nunca se decepcionar do que a tristeza do inverso. Me sinto assim hoje: decepcionado. Como queria que você fosse diferente. Como queria que você fosse ao menos especial. Mas sua especialidade talvez seja enganar a si e aos demais com meros sentimentos desenfreados. Não quero ser rude, nem tampouco juiz de qualquer coisa, só queria ser teu amigo e te cativar. Mas como diz o ditado: confiança é como porcelana, uma vez quebrada, quebrada para sempre. É isso!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Cronica do amor

28/03. Ouço 'Segredo', do Frejat. Desculpem por não postar nada nos dias anteriores, mas andava sem tempo.

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa. (Jabor)

quinta-feira, 17 de março de 2011

A imagem deste anjo esteve por muito tempo em minha página inicial. Talvez fosse um misto de sensações dessalubres, paradoxais ou paradigmáticas. Mas esteve. Quando a via, me questionava como poderia saber colorir minha vida. Com um colorido intenso, sabe. Não uma simples aquarela. Talvez a aquarela que necessitasse fosse uma simples palavra: Oi. Um simples Oi! pode mudar uma vida, sabia. Hoje fico tão feliz quando alguém me diz uma saudação como essa, sincera. Ouço ‘Pra você lembrar’ do Restart. Não que eu goste dessa banda, mas essa música em especial fala comigo. Ela me faz pensar em uma pessoa de forma única: mesmo longe, queria te fazer ter os mesmos sentimentos que tenho por você. Queria ser uma batida só do seu coração em sintonia com o meu. A certeza é que poderei olhar no teu olho e dizer a mais linda canção: meu mundo gira em torno a ti. Não menosprezando a referida banda, mas se o sonido fosse melhor arranjado, com a bela letra (meio pragmatista/utilitarista) que possui, seria melhor. Que saudade da Edith Piaf!!! Enfim, hoje estou feliz. De manha estive numa paz que jamais imaginei senti: como a fraternidade enriquece o coração. Fui para as aulas, tanto de manhã como a tarde. Hoje recebi uma visita especial e um telefonema também. Ela está grávida. De uma menina. Espero que seja linda como a mãe, que outrora amei deveras. Espero que seja feliz. Mas a voz dela me pareceu tão triste. Tão distante. Não de mim, mas da realidade. E pensei: onde está meu coração? Espero que esteja bem guardado, junto ao seu. Rascunhei hoje uma breve pra minha vida: me faz feliz poder te ver de novo!!!