quinta-feira, 15 de maio de 2014

15 de maio. Ouço ‘Janta’, de Camelo e Mallu.
Esses dias passados tenho pensado numa coisa simples, e que demorei tanto pra sentir: as mais belas descobertas ocorrem quando as mesmas coisas são vistas com um novo olhar.
E me parei por um momento. Sabe que é melhor ter alguém pra compartilhar um momento, um segundo, uma vida. Deus. Quanto tempo.
Coisas boas. Bons momentos. Caberá ao nosso amor o eterno não dá.
Bom. Sei que é de todo um retrocesso. Concertar é preciso, para consertar. Ouvir essa música me faz consertar um espaço mancebo em meu cardo.
Dias em que se pensa, se sente, se constrói. E se vão. Mil vidas, dar-te-ia com mesóclise. Ando em frente por sentir saudade.
Chega de insistir. No fim, o que resta é a eternidade.
Foi-se, fluido, flagrado. Ferida. Fracasso. Fraterno. Flanco flagelo que aflige a bruma. Entende? Nem eu. Só sei que sinto, e o que sinto reflete-se no que quero: te roubar. Deus. Quanto Deus puder. Vem. Fica. Espero que a inutilidade, embora em tempos que são necessárias, me faça ver que mesmo não sendo útil, no fim de tudo se possa dizer: mesmo não prestando pra nada, não saberia ter vivido sem.

Boa noite


Rafael

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