segunda-feira, 14 de março de 2011

Cumplicidade

14/03. 22:25. Ouço Kelly Patrícia. Hoje pensei que não fosse escrever, porém ouvi uma coisa há pouco que me fez refletir muito: “o importante é que eu ame”. Foi chocante. Aliás, foi radical. Minha decisão pelo amor transcende qualquer tipo de aparência, cor, forma, aspecto ou nível de conhecimento. Meu amor deve ser completo. Só na completude do ser, com seus defeitos, angústias, marginalizações é que poderei dizer: me encontrei! Encontrei o que procurava. Encontrei-me em você. Somos um. Aliás, somos muitos. Mas unidos por um amor que talvez seja único, será sempre amor. Diversas vezes me deparei com a palavra amor. Eu já disse ‘eu te amo’ sem amar. Entretanto, hoje acredito que AMOR é muito maior do que um simples sentimento; hoje compreendo que amor é quando te olho e sei de suas fraquezas e mesmo assim desejo te amar. Não um amor carnal, com concupiscência, mas um amor totalmente outro, capaz de enxergar na podridão do ser humano, algo divino que só encontro no teu tom de voz, no seu mais breve e simples sorriso. Não estou apaixonado, caro leitor, mas acredito que o amor é aquilo que sobra quando todos os outros sentimentos se vão. Eu me decido por você. E como gostaria que isso fosse recíproco.

Um comentário:

  1. Sabe amigo Rafael, a vida me fez perceber que fechar-se ao Amor, não nos faz sofrer menos, pode sim, prolongar a chegada do sofrimento, mas uma hora ou outra, a dor vem, e precisaremos ser fortes, pois, a dor vinda sem razões dadas pelo amor nos mata!

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